Digital War: Instituição vs. Desinformação

Num mundo predominado por redes sociais, rápidas informações e consequentemente, ideologias radicais, a desinformação é um dos hot topics desde 2016, iniciando então uma geral contestação onde todos defendem uma partilha de informação credível e imparcial, mas porém, ninguém questiona e culpabiliza quem não o faz.

A partir daqui questionamos se somos apenas nós os danificados e equivocados pela parcialidade jornalística, estatal ou mesmo social. Uma fonte de informação falaciosa partilhada por um jornalista pode influenciar as ações de um Estado? Ou pode uma incorreta fonte partilhada por um ministro influenciar o que metade dos cidadãos pensa? Podem as acusações do aumento da taxa de crime pelas populações dos países desde que foram as fronteiras abertas a imigrantes do Médio Oriente, influenciar os policy makers da União Europeia?

Com todas estas questões e o abalo do tema fake news, é possível dizer que foram feitas políticas e iniciativas de controlo de desinformação:

” A 25 de Outubro, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução em que apela aos Estados-membros da União Europeia (UE) a “adaptarem as regras eleitorais às campanhas online, como as regras relativas à transparência sobre o financiamento, os períodos de reflexão, o papel dos meios de comunicação social e a desinformação”
https://www.publico.pt/2018/11/11/sociedade/perguntaserespostas/fake-news-infox-manipulacao-1850665



A fim de proteger os seus sistemas democráticos e os debates públicos na perspetiva das eleições europeias de 2019, bem como das eleições legislativas e autárquicas que decorrerão em vários Estados-Membros até 2020, a União Europeia apresentou hoje um plano de ação tendo em vista intensificar os esforços para combater a desinformação, tanto dentro como fora da Europa.

http://europa.eu/rapid/press-release_IP-18-6647_pt.htm

Contudo e supondo que um agente que partilhe desinformação influencia outro, como é o primeiro culpabilizado e como agem as instituições legais sobre este assunto. Haverá ambiguidade legislativa?

Outro problema que pode impedir a justa partilha de informação, é como a soberania pode atribuir a um estado o monopólio do controlo de informação e como pode também este manipular o que é dito, publicado ou rejeitado para o público.

Em contraste, é perguntado se é a liberdade o fator de propagação da desinformação? Ou quanto maior controlo menor desinformação? Um regular consumidor de informação já se deparou com notícias de corrupção e desinformação, tanto em países totalitários como a Coreia do Norte, tanto em países democráticos como os Estados Unidos, questionando-se se a ideologia estatal influência ou não a verdade.

Reflete-se a possibilidade da subvalorização do indivíduo e do comportamento social. Com a priorização da rapidez sobre a verdade dos media, o indivíduo foi gradualmente ensinado a saber tudo e em primeira mão, subjugando a verdade a quem lhes dá a mentira.  Ao não ter a necessidade de o que diz e o que pensa ser verdade, é levantada então a questão da ética. Contudo defendo que o próprio indivíduo é tão responsável como a plataforma onde obteve a informação.

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