Introdução
- Na 40ª edição dos Colóquios das Relações Internacionais teremos o privilégio de assistir a convidados de excelência que debaterão um tema atual e pertinente, nomeadamente a Influência dos Media na Política Internacional pertencente ao painel III. Neste âmbito, os oradores destacados serão Tarja Laitiainen, embaixadora da Finlândia, Mohamed Barakat, Eva Claessen e Luís Barreira da sousa, embaixador para a ciberdiplomacia.
Influência dos media
- Atualmente, o ser humano tem a capacidade de aceder a toda a informação desejada com um simples clique. Tornou-se fácil devido ao desenvolvimento da tecnologia que já desde o século XIX exercia influência sobre as pessoas. Nessa altura, ocorreu uma vaga de crescimento a nível de imprensa que provocou, por sua vez, um maior acesso aos jornais partidários. Surge entretanto, uma nova era, a era das redes sociais. Os media tornaram-se fontes de informação com a capacidade de chegar a um grande número de atores. São donos do poder da palavra. Observa-se portanto uma mudança no panorama internacional e acarretada a esta mudança vêm as questões. De que forma é que os media influenciam a política internacional, mais concretamente as eleições americanas?
- É notório que o contéudo é transmitido sem antever nenhuma filtragem o que leva a que qualquer usuário. Como é universalmente conhecido,para cada ação existe uma reação. Neste âmbito, este privilegiado acesso ao mundo por parte de muitos, tem consequências como a origem das Fake News.
eLEIÇÕES E AS fAKE news
- Fake News são conhecidas por serem informações falsas divulgadas nas redes sociais. Este termo tornou-se popular na linguagem da imprensa internacional durante as eleições americanas de 2016, na qual Donald Trump se tornou presidente. Nesta sequência, após as eleições americanas do ano 2016, as preocupações viraram-se para o fenómeno das “notícias falsas” que começaram a circular nas redes sociais. Pesquisas foram feitas e evidências recentes mostram que 1) 62 percent of US adults get news on social media (Gottfried and Shearer 2016); 2) the most popular fake news stories were more widely shared on Facebook than the most popular mainstream news stories (Silverman 2016); 3) many people who see fake news stories report that they believe them (Silverman and Singer-Vine 2016); 4) the most discussed fake news stories tended to favor Donald Trump over Hillary Clinton (Silverman 2016).
- De facto , pode-se retirar a interpretação que Donald Trump foi eleito presidente devido ao carácter influenciador das Fake News. Nessa altura, algumas empresas especializadas identificaram vários sites com conteúdo que não era fidedigno. A maioria das notícias divulgadas explorava personalidades importantes , tal como a adversária de Trump, Hillary Clinton.
- Por consequência , surge a incógnita de quanto isso afetou as eleições, uma vez que, tem que se ter em vista, a eficácia da exposição das fake news em mudar as decisões dos eleitores no seu voto. E qual é a verdade? Torna-se difícil identificar quem se torna o árbitro da verdade.
Referências Bibliográficas
Allcott, Hunt, Gentzknow, Matthew. 2017 ” Social Media and Fake News in the 2016 election”. Journal of Economic Perspetive- no.2(Spring): 211-236 https://pubs.aeaweb.org/doi/pdfplus/10.1257/jep.31.2.211
Meyer, Robinson.2018. “The Grim Conclusions of the Largest-Ever Study of Fake News”
https://www.theatlantic.com/technology/archive/2018/03/largest-study-ever-fake-news-mit-twitter/555104/
Waters, Richard, Garrahan, Matthew and Bradshaw, Tim. 2016. “Harsh truths about fake news for Facebook, Google and Twitter”
https://www.ft.com/content/2910a7a0-afd7-11e6-a37c-f4a01f1b0fa1
Marina Fernandes Alves | A85840 | Relações Internacionais | 7 de Maio de 2019

